Os métodos participatórios

Nos processos «Reflect», os instrumentos e as técnicas de visualização para a Avaliação Participatória Rural entregaram se diretamente às pessoas para ajudar no seu próprio processo de aprendizagem, análise, planejamento e ação. Além disso, o que o Freire entendeu pelo poder da comunicação visual encontra se no centro da conceptualização «Reflect» de alfabetização e educação de adultos. Freire utilizava desenhos e fotografias (“as codificações”) para apanhar e isolar contradições chaves nas vidas das pessoas, dando lhes assim espaço e distância para a análise das suas próprias situações. Normalmente, programas Reflect são estruturados em volta de uma série de gráficos desenvolvidos pelos participantes, enquanto cada um pesquisa uma questão regional de diversas perspectivas. (Ver os textos de apoio sobre árvores, rios, matrizes, diagramas Venn, ordinogramas, calendários e mapas), Estes gráficos representam a essência de uma estrutura para a sistematização de conhecimentos regionais e o estímulo de análise crítica, criando assim um ambiente para o uso eficaz de vários métodos participatórios. As visualizações foram também eficazes na geração de uma dinâmica ativa no grupo, na quebra de formalismo e o re-enquadramento de relações de poder preexistentes.

… da imagem à escrita:

Os programas Reflect normalmente enfatizam elementos de alfabetização, e o processo, que se desenvolve no uso de gráficos, de enunciar o pensamento e os embaraços na escrita, encontra se no centro do processo de alfabetização em si. Uma visualização em três dimensões (numa escala grande, aproveitando de artigos disponíveis e móveis), pode se transformar gradualmente para a escrita. Pequenas fichas ilustradas podem simbolizar cada artigo. No fim, em cada ficha escreve se o nome do artigo. A ata de tradução da visualização para as duas dimensões de uma folha de papel precisa que o círculo Reflect trace os passos da evolução histórica de alfabetização de representação simbólica à introdução da palavra escrita.

… o uso da imagem na acção:

Seria um erro entender as imagens e os processos de visualização apenas como um caminho para a alfabetização ou um meio para estruturar os processos de aprendizagem e reflexão. Precisamos também investigar como é que os participantes podem fortalecer a sua capacidade de usar a imagem como força para a mudança e uma forma de ação social. As habilidades desenvolvidas pelos participantes no trabalho com diversos tipos e fontes da imagem podem servir para o desenvolvimento de uma voz confiante, para mudar o ambiente. Às vezes, matérias produzidas num determinado círculo viram em si instrumentos fortes de comunicação. Em outras ocasiões, as imagens podem ser produzidas especificamente com o objetivo de compartilhar informações e perspectivas com um público mais amplo. Se vê isto claramente nas folhas que tratam de fotografia, cartazes e vídeo.